FALTA DE CONHECIMENTO – TRISTE HISTÓRIA

A colagem continua a ser a parte delicada do processo produtivo. É a causa de maior número de reclamações e de devoluções. O triste nesta história é, que quase tudo isto não precisava acontecer, houvesse um pouco mais de conhecimentos técnicos e de responsabilidade na hora de produzir o calçado.

As colas hoje, sem exceção, são excelentes. Não o fossem não suportariam os maus tratos a elas infligidas e ainda continuar colando. O problema é que precisamos de 100 % de qualidade de colagem e não 50 – 60% ou seja lá quanto desobedecendo à boa técnica.

Um dos maiores problemas é a sedimentação da cola. O substrato de cola é uma massa firme, que não dá para aplicar, para espalhar pela superfície. Para permitir a aplicação, a cola é dissolvida por solventes. O substrato da cola chamada “forte” constitui uns 15% do conteúdo de uma lata. O resto tudo é solvente.

Uma vez aplicada a cola dissolvida, o solvente evapora e o substrato exerce a função de colagem. A cola adere. – Até aí tudo bem. Problema começa com a armazenagem da cola e até dentro do processo produtivo. Como acontece com todos os líquidos com alguma mistura, a parte sólida sedimenta com o tempo. No nosso caso a cola fica sedimentada no fundo da lata e o solvente na parte superior.

Se a cola não for novamente bem, repito, bem misturada, nas primeiras tigelas teremos mais solvente que cola. Será que teremos bom resultado na colagem? Experiência ensina que não. Solvente não cola. Dissolve a cola.

Qual é o remédio? Bater a cola constantemente, enquanto a lata não ficar vazia. Para isso temos as máquinas de “bater” a cola. Soube de um técnico de colagem na cidade de Nova Serrana, que diz que não há necessidade de fazer isso. Será que ele nunca visitou sua fábrica de cola e não viu os grandes recipientes misturando a cola até adquirir a viscosidade desejada?

Atenção: o descrito acima não se aplica ás colas na base d´água!

Zdenek Pracuch