STRESS - O INIMIGO OCULTO NAS EMPRESAS

Segundo as últimas pesquisas, o stress vem atingindo 70 % dos profissionais dentro das empresas brasileiras. Neste ponto estamos a igualar a percentagem atingida pelos paises do primeiro mundo, como Estados Unidos e Inglaterra (Estadão 18.3.2007). Não há motivo para orgulho por este posicionamento, antes há motivo para uma séria preocupação.

Sabemos perfeitamente que uma pessoa estressada, numa posição de mando, pode fácilmente tomar decisões equivocadas ou até não tomar decisões o que, no resultado final, dá na mesma.

Funcionários subordinados aos comandantes sob a ação do stress, por sua vez, tornam-se inseguros e o desempenho deles também sofre. De todos os modos a empresa sai prejudicada quando o stress se aloja dentro dela.

O que causa o stress? No caso dos empresários, donos de empresas ou altos executivos as causas do stress são principalmente o sentimento da falta de controle sobre recursos financeiros e materiais, longas jornadas de trabalho baixa autoconfiança - e, embora devam aparentar firmeza e segurança nas decisões, estão mais do que cientes da falta de conhecimentos e, em muitos casos, da falta do preparo para a posição que ocupam.

As empresas crescem e rapidamente ultrapassam, pelo seu porte, a capacidade do seu criador de comanda-las o que é uma forte causa para a situação do stress contínuo. No caso dos funcionários, além das causas apontadas para altos executivos, somam se sobrecargas de tarefas, muita responsabilidade e pouca autonomia para as decisões, baixa auto-estima, relações interpessoais deficientes com colegas que sofem do mesmo mal e a tradicional falta de trabalho em equipe, onde o funcionário poderia encontrar o apoio.

A pior causa do stress e agora, principalmente na indústria de calçados, é o medo da demissão devido a cortes inevitáveis e disso decorrente a falta de perspectiva profissional. - Se for mandado embora, para onde vou? neste panorama, não há dúvida, que o stress encontra um terreno fértil para vicejar. E olhe, falamos somente sobre os problemas dentro da empresa. E quantos problemas adicionais a pessoa encontra na vida familiar, com filhos, com vizinhos, com senhorios!

O que pode ser feito para gerenciar o stress? Sim, gerenciar, porque as idéias antigas de combater ou controlar o stress, simplesmente não surtiam efeito. O problema do stress, embora as causas sejam externas, só pode ser controlado por atitudes e posturas pela própria pessoa.

O mais recomendável é a prática de técnicas de relaxamento regular, estilo de vida saudável e equilíbrio entre trabalho, família e lazer com alguma atividade física. Relacionamentos extra-trabalho, como atividades comunitárias, voluntariado, esportes - tudo o que alarga o círculo de relacionamento é bemvindo.

No âmbito de empresas também poderá haver um incentivo para o gerenciamento individual do stress: oferecer cursos sobre a qualidade de vida, controlar a jornada de trabalho evitando horas extras e trabalho extraordinário, promover desenvolvimento profissional e proporcionar meios de ampliar o círculo de conhecidos e amizades.

Uma empresa não é um amontoado de ativos fixos - edfícios, máquinas e materiais. Uma empresa é antes de tudo o elemento humano. Com seu treinamento, acervo de conhecimentos, motivações e ambições. É isso que faz uma empresa andar e progredir. Não fosse assim, bastaria chegar aos domingos ou feriados, ligar a chave geral e a empresa iria produzir, já que todos os ativos fixos estão nos seus lugares. É óbvio que isso não acontece.

Por que, então não dedicar maior atenção ao elemento humano e evitar que trabalhe sob tensão, no limite da sua capacidade emocional, prejudicando a produtividade e qualidade do serviço por estar trabalhando estressado?

Precisamos agir contra esta situação, principalmente agora, quando estamos sendo desafiados pela competição global a atingir o máximo em produtividade para poder competir com alguma chance de sucesso. Com elemento humano estressado e desmotivado, a começar pelos dirigentes das empresas, as chances de sucesso ficam bem diminutas.

Zdenek Pracuch

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