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SMALL IS BEATIFUL Desculpem o inglês, sei que está pagina é escrita para o Brasil na lingua portuguesa, mas a expressão acima faz parte da fraseologia universal, do mesmo modo, como há algumas décadas o era Black is beautiful quando afro-americanos, como é politicamente correto chamar os descendentes dos escravos africanos vendidos ou trazidos a força, lutavam para obter uma cidadania igual aos brancos. Muito bem, small is beautiful. Todos concordam que até o filhote do jacaré se torna uma gracinha quando ainda é pequeno. Mas o que tem isso tudo a ver com a coluna que deve tratar dos assuntos ligados aos couros e calçados? - Até que tem bastante a ver, como logo vou explicar. Deve fazer uns trinta anos que revista alemã “Die Schuhtechnik”, que não existe mais, publicou um estudo sobre a indústria de calçados holandesa, que também já não existe mais. O estudo comparava as empresas de porte pequeno, médio e grande e fazia até um prognóstico sobre a possibilidade de sobrevivência de cada grupo. O resumo era o seguinte: as empresas de menor porte, por serem mais flexíveis, por se adaptarem com maior rapidez às exigências do mercado e, notem que há trinta anos atrás o giro da moda ainda era bem mais suave comparado com o de hoje, tinham uma chance de sobrevivência muito maior que as empresas médias ou grandes. É óbvio, desde que devidamente capitalizadas e geridas. Este quadro é de particular interesse para a maioria das indústrias de calçados do Brasil, observando-se a ressalva de boa capitalização e de boa gerência. Estes dois pontos, a meu ver, cruciais cobrem toda a problemática das pequenas empresas, que geralmente vivem copiando os médios e grandes em coisas boas e não tão boas, achando que, se os outros cresceram praticando estes métodos que copiam, obtém uma receita de sucesso garantido. Infelizmente não é bem assim. O falecido “Rei dos calçados” Thomas J. Bata dizia, que a empresa que tinha mais possibilidade de ser bem sucedida, era do tamanho onde o dono ou gerente poderia reconhecer todos os colaboradores pelo menos pelo visual, já que não poderia conhecer todos os nomes. Na opinião dele, as empresas que chamava de empresas de pai e filho, tinham maior probabilidade de serem bem sucedidas, devido a adaptabilidade e a visualização fácil de todos os problemas que afloram. Em Franca existem vários exemplos de empresas pequenas, que eram respeitadas no mercado e, na ânsia de crescer, perderam as qualidades que as fizeram prosperar. Quase nunca o aumento de produção significa aumento dos lucros. Na maior parte dos casos significa aumento dos problemas. Uma coisa é colocar no mercado 500 pares por dia de um produto bem elaborado e outra coisa tentar colocar no mercado 5.000 pares por dia de um produto que forçosamente já não será tão bem elaborado. E com a recessão, que é praticamente inevitável, nos mercados do primeiro mundo e que fatalmente virá até nos, Deus queira que com menos virulência, a tarefa de manter flutuando um barco menor, será incomparavelmente mais fácil. – A Holanda que mencionei acima, seguiu antes da Alemanha, Inglaterra, USA, França, Coréia do Sul e Taiwan o caminho dos países, onde o custo da mão-de-obra não era mais compatível com as necessidades da indústria de calçados e esta, de fato, desapareceu. Brasil ainda está bem longe desta situação. Mas, mesmo assim, uma empresa pequena, bem administrada, acompanhando as inovações tecnológicas, com mercado bem trabalhado, aproveitando todos os recursos que a informática proporciona, pode minimizar a proporção entre os empregados produtivos e improdutivos, baixando consideravelmente os custos administrativos, tornando-se assim mais competitiva e ter todas as chances de sobreviver com sucesso. Queiram ou não queiram “small” sempre foi mais “beautiful”. |
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