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OS RESULTADOS ESTÃO À VISTA Em artigos anteriores prometi voltar ao assunto demonstrando com exemplos práticos, colhidos na indústria a importância de uma administração eficaz da seção do corte. Nas duas indústrias onde colhi os exemplos, as partes preliminares da organização já foram plenamente cumpridas e os controles introduzidos, estão funcionando rotineiramente, o que nos permite a presente análise. Em comentários colhidos em conversas informais, soubemos dos estoques bem mais baixos com que as indústrias operam agora e sobre a conscientização dos chefes e dos operários sobre a necessidade de economias, sem detrimento da qualidade. Na primeira indústria que produz acima de 2.000 pares por dia, com um material caro, o enfoque está no desempenho dos cortadores. E como são muitos, o desempenho também varia dos que dão lucro (embora pequeno) contra o cálculo previsto, aos que dão prejuízo (e ás vezes significativo). O que resulta no final em prejuízo da seção do corte no total entre 3 a 5 %. Dada a produção elevada e o custo do material também alto, este prejuízo chega a representar algo em torno de R$ 4.400,00 por mês. É muito e alguma providência devia ser tomada, e foi. O lado bom é, que antes de ter um controle absoluto o desperdício ficava em até cinco vezes maior. Mas a meta da empresa é em zerar qualquer desperdício. Na outra indústria, que também produz acima de 2.000 pares por dia, mas onde o quadro de cortadores é menor, mas é mais equilibrado em desempenho, procuramos identificar os materiais que são a causa do maior prejuízo no corte. Várias providencias já foram tomadas, com bom resultado, mas como sempre, ainda há muita coisa a ser feita para atingir a perfeição. Na auditagem periódica dos resultados que faço até duas vezes por mês, separei três materiais críticos – nylon, courvin e lycra e calculei o prejuízo decorrente de má manipulação da seção inteira por semana. O resultado foi de prejuízo de R$ 0,12 por par produzido, contra o que foi calculado para o preço de venda. Esta diferença, obviamente saiu do lucro pretendido. Foi dado alerta. Na segunda auditagem, quinze dias depois, já tive o prazer de verificar que o prejuízo nestes mesmos materiais, causado pela seção de corte baixou para R$ 0,09 por par. Outras providências foram tomadas. Com sucesso, ao ponto, de na última auditoria feita por mim sobre o mesmo assunto, o prejuízo auditado baixou outra vez até R$ 0,067 por par. E a tendência é para zerar, a despeito da admissão de alguns cortadores novos. O que é necessário mudar é o enfoque tradicional dos empresários que se preocupam demais com a produtividade e o aspecto econômico escorre entre os dedos. No primeiro caso acima citado, o recomendado foi de admitir mais dois cortadores e exigindo menor produção dos demais, concentrar o esforço na economia. Um simples exercício de aritmética nos confirma, que a economia feita dá para admitir os dois cortadores e até comprar dois balancins novos para eles, eliminando o prejuízo corrente. Esta decisão pode e deve ser tomada, porque está apoiada em dados reais, comprováveis a qualquer momento. Não se trata de opinião ou adivinhação. São números frios. No segundo caso, isto já aconteceu. Naturalmente, ainda com outras medidas tomadas depois do alerta dado pelos números. Um simples exemplo de uma das medidas: o chefe do corte não se ausenta mais para providenciar o material para os cortadores como o fazia antes. Um auxiliar do almoxarife abastece os cortadores sob a orientação do chefe, que fica o tempo todo na seção e de preferência acompanhando os cortadores que ficam a dever nalgum dos quesitos de economia, produtividade ou qualidade. Parece simples, não é? De fato é simples. Desde que tenhamos uma estrutura de organização, que nos permita controlar o desempenho dos cortadores sob vários aspectos. Citei dois só: pelo desempenho individual e pela avaliação do desempenho pelos materiais. O mais bonito de tudo isso é, que isto está acontecendo em Nova Serrana, com empresas locais, chefia local e operários locais. Pode existir alguma dúvida sobre o futuro destas empresas? |
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