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PRONTA ENTREGA A globalização está influenciando os mercados e o modo de comercializar os produtos. Com a logística cada vez mais aperfeiçoada, com o giro das tendências da moda cada vez mais rápido e por outras razões, como por exemplo, a descapitalização do comércio varejista, a maneira de comercializar está passando por profundas modificações. Basta observar as grandes Feiras calçadistas. Não faz tanto tempo asim, as Feiras providenciavam o trabalho nas fábricas para até um semestre inteiro. Hoje, um fabricante sai feliz da Feira, com pedidos que garantem a produção por apenas um mês! O mundo do comércio e industrial está sofrendo mudanças muito profundas e muito rápidas. O fato é, que o capital de giro dos comerciantes, sejam eles grandes cadeias de lojas ou o dono de uma loja no interior, está ficando cada vez mais indisponível. Dependendo da sofisticação da empresa, o capital está nos enormes gavetões cheios de fichas de crediário ou, dentro de sofisticado sistema de processamento de dados. Mas em ambos os casos o triste fato é, que o capital está nas mãos de terceiros na rua, quando deveria estar nas mãos do dono. O resultado disso é, os estoques devem girar cada vez mais depressa. Mercadoria estocada e parada na prateleira não está trazendo retorno financeiro além de ficar fora da moda, e tornar-se cada vez mais difícil de vender. Por isso, leva vantagem quem compra com prazos de entrega mais curtos ou consegue uma reposição expressa. - O par que vendeu hoje, o mais tardar depois de amanhã deverá estar novamente na prateleira! – Esta é a filosofia do comerciante que acompanha a evolução dos métodos globalizados de comercialização. E aí que entra a filosofia de PRONTA ENTREGA. Infelizmente, este termo leva uma conotação pejorativa e o comprador, por hábito, está tentado a oferecer um preço de barganha. Na mente dele, a pronta entrega deve ser alguma devolução, alguma sobra de pedido grande ou de exportação mal vendida e, nada mais lógico na cabeça dele, que oferecer um preço aviltante para um fabricante em dificuldade. Seria bom que, tanto os fabricantes como os lojistas, reorientarem as suas concepções para a nova realidade. A realidade da pronta entrega. O comércio europeu já trabalha assim há décadas e agora, com os chineses, entregando tudo o que vendem em 48 horas, não há retorno possível para formação de estoques nas próprias lojas quando o estoque pode ficar tranqüilamente na fábrica ou no distribuidor. Ainda há pouco tempo, quando a Itália abastecia o grosso do comércio europeu, o lojista telefonava para a fábrica e em 48, no máximo em 72 horas o caminhão italiano parava na porta da loja alemã ou dinamarquesa, ou de qualquer outro país europeu, o comerciante emitia o cheque e a transação era liquidada. - Os fabricantes brasileiros, que hoje conseguem vender na Europa, solicitando uma carta de crédito e entregam, na melhor das hipóteses em 60 dias, são verdadeiros heróis. Este sistema de pronta entrega, cuja expansão no Brasil é somente uma questão de pouco tempo, trará uma profunda modificação nas rotinas de trabalho das fábricas para implantação da pesquisa de mercado, do planejamento de compras, planejamento de vendas e a racionalização de produção e de processos administrativos. A pronta entrega hoje tão depreciada, será o meio de sobrevivência, tanto do comércio como dos fabricantes. Não será por gosto, nem por avanço das mentalidades mas pela imposição das circunstâncias. E quem não puder ou não quiser acompanhar, bem ...... |
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