|
|
|
|
|
|
|
|
![]() |
||||||
|
|
|
|||||
|
|
|
|||||
![]() |
![]() |
PANORAMA VISTO DO OUTRO LADO. Uma noticia interessante sobre como pensam/trabalham os nossos maiores concorrentes na atualidade. Texto de um jornalista anônimo da agencia chinesa Xinhua News Agency de 8.10.2006. Pontos mais interessantes destaco em negrito itálico. O título da notícia é: Desapontados e descontentes, os fabricantes chineses permaneceram calmos quando no sábado (07.10.2006) entrou em vigor o imposto punitivo da União Européia (UE) contra os calçados de couro produzido na China, imposto que deverá vigorar nos próximos dois anos. Com a nova política os importadores europeus vão pagar um imposto de 16,5% sobre calçado de couro chinês e 10% sobre o calçado vietnamita. Os calçados de criança que não foram atingidos pelo imposto de importação em 7 de Abril, agora foram também objeto de taxação. De acordo com os números da UE a China exportou em 2005 1,25 bilhões de pares para Europa. Contudo estas agora podem cair em 10% como conseqüência da nova tarifa, avaliam os experts da indústria. Em abril UE impôs a tarifa de 19,4% pelo prazo de seis meses para o calçado de origem chinesa e 16,8% para o calçado vietnamita. “Desde esta ocasião já sabia que uma tarifa punitiva de prazo mais longo viria, embora seja extremamente insensato a UE fazê-lo”, disse Xu. Wenzhou, uma área importante na produção de calçados, no leste da província Zheijang, abriga quase 4.000 fabricantes que empregam mais de 400.000 operários que produzem anualmente 600 milhões de pares. No último ano Wenzhou exportou 438 milhões de pares no valor de USD 1,58 bilhão. Um terço desta quantidade foi vendida à UE. A exportação de calçado de couro de Wenzhou representa aproximadamente um quarto do total exportado pela China para Europa. Mas estatísticas mostram que em Junho e Julho a exportação baixou 7,17% comparando com o nível do ano passado. “Com a competição ferrenha no mercado altamente globalizado, a tarifa de 16,5% não vai ameaçar somente os maiores fabricantes chineses, mas também dificultar a vida de médias e pequenas empresas para sobreviverem”, diz Xu. Ademais, esta tarifa punitiva vai contra a pregação da UE sobre o livre comércio e, de modo algum, vai salvar do declínio a indústria de calçado na Europa, disse ainda. – O último movimento dos impostos punitivos foi também largamente criticado pelos comerciantes e grupos consumidores da Europa. Dizem, que estas medidas vão causar a perda de empregos no setor de varejo e prejudicar milhões de clientes. “Um antigo provérbio chinês diz que mover as pedras pode faze-las rolar sobre os próprios pés, e embora a tarifa punitiva seja contra as firmas chinesas, os varejistas e consumidores europeus são as principais vítimas desta decisão”, disse no sábado ao Xinhua o vice-presidente da Dongyi Shoemaking Com. Ltd. de Wenzhou. Para agir contra o impacto da tarifa anti-dumping da UE, os fabricantes de calçados chineses mudaram o enfoque para outros mercados no Sudeste da Ásia, América do Sul e Oceania, bem como na expansão de vendas no mercado doméstico. – “Fizemos preparação para abrir mercados na América do Sul e na Austrália, desde que UE começou a planejar a investigação anti-dumping no ano passado”, disse Xu. Os pedidos da UE caíram desde a imposição da tarifa punitiva em abril, mas vendas no além-mar foram quase iguais às do ano passado já que as vendas nos novos mercados cresceram rapidamente, explicou Xu. O grupo Aokang, segundo maior fabricante do País, enfoca mais o mercado interno para diversificar o risco da intensificação da competição no exterior. Aokang se propõe a investir 1 bilhão de yuans (USD 126,58 milhões) para criar a capital ocidental de produção de calçado a sudoeste da municipalidade de Chongqing. “O baixo preço de mão-de-obra e mercados imensos no Oeste da China o fazem irresistível para a expansão da Aokang”, diz Wang Zhentao o presidente da firma. Como solução para contornar o problema tarifário, as firmas chinesas também começaram a edificar fábricas na Rússia, Nigéria e até nos estados membros da UE. “Em cooperação com os fabricantes estrangeiros não só ajudará as firmas chinesas a evitar as tarifas punitivas, como irá ajudar o acesso do calçado chinês aos mercados internacionais”, declarou Xie Rongfang, secretário da Associação de Indústria de Couros e Calçados de Wenzhou. Xie citou o exemplo da Aokang que produz calçados com seu parceiro GEOX na Itália e vende mais de 70% nos mercados da UE. As sanções da UE também forçaram as fábricas chinesas a atualizar a sua estratégia para desenvolvimento. “O desenvolvimento da indústria chinesa de calçados não pode repousar somente e sempre no baixo custo. Melhorar a qualidade e o grau do nosso produto é o único caminho para frente”, diz Wu Chunuye diretor-geral da Imports and Exports Corporation do grupo Aokang. "A longo prazo as barreiras tarifárias como a de anti-dumping podem forçar a indústria chinesa a mudar os planos de crescimento orientados atualmente pela estratégia de quantidades, para uma outra orientada para a qualidade", diz Xie. Na indústria mundial a UE foi superior em desenho, tecnologia e distribuição no mercado, mas a China foi boa em produção e tinha mão-de-obra barata, de acordo com Xie. Não é justo considerar as firmas chinesas como carentes de qualidade ou falta de imaginação na promoção, para terem sucesso por si próprias nos mercados internacionais, os fabricantes devem se convencer da importância da identidade do produto para o futuro da indústria, completa Xie. “Enquanto a China permanecer como fabricante de calçado barato, deverá agüentar a constante repetição das guerras de calçados. Portanto, o que deveremos fazer é aceitar o desafio como nova oportunidade para crescimento”, finalizou o Xie. ----------------------------- Será que dá para tirar algumas conclusões ou lições? |
![]() |
|||
|
|
|
|
||||
|
|
|
|||||