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EXPORTAÇÕES VÃO BEM - OBRIGADDO ! Este pode ser motivo porque o couro no mercado interno está baixando de preço, embora, tradicionalmente após a Francal sempre houve alta. Francal foi o que já sabemos. A decepção desta vez ficou para a Feira GDS em Düsseldorf na Alemanha, onde os exportadores brasileiros fizeram um agradável passeio, mas ficou nisso. World Footwear alinha outros números: a exportação de calçados brasileiros no primeiro semestre de 2004 foi de 113 milhões e deste ano caiu para 103 milhões – uma queda de 9%. Os números citados especificamente para Franca são ainda piores: Em Abril de 2004 Franca exportou 745.218 pares e em Abril deste ano 592.133 – uma queda de 20,54%. – São números que dão para pensar. Será que é só a culpa do câmbio desfavorável ou é uma situação que evolui para uma mudança no comportamento dos importadores? Pelo que pude acompanhar nalgumas indústrias de projeção, o câmbio não é o fator principal, porque os pedidos estão chegando, porém .... Os pedidos que estão chegando são para os modelos de mão-de-obra muito intensiva e especializada, como costura manual ou acabamentos especiais. O preço, neste caso, desde que razoável ou justificável é fator secundário. Acontece que o importador não tem, por enquanto, onde ir buscar este tipo do produto. Não se treinam costuradores de mocassin de uma hora para outra. Não se consegue uma mão-de-obra sofisticada para o acabamento do produto de alta categoria de um dia para outro. Enquanto houver esta vantagem sobre os nossos competidores, Franca exportará, mas infelizmente, a cada ano menos porque os nossos competidores estão se aperfeiçoando rapidamente. Que não seja este o problema. Franca prosperou muitos anos, sem ter exportado um único pé de calçado. O problema é que, agora Franca terá que defender o seu mercado no Brasil. E a pergunta é – será que está preparada para tanto? A minha resposta é – não. Não está preparada. Só no caso da China, as importações (não só de calçados) crescem numa velocidade oito vezes maior do que a das exportações para China (Comércio da Franca 10.9.05). Calçados junto com confecções, têxteis, brinquedos e eletrônica simples são os principais alvos deste avanço. As indústrias locais continuam desperdiçando materiais, insumos, mão-de-obra, operando com pouca eficiência, não sabendo calcular o consumo, trabalhar com um planejamento primitivo, formular o preço de venda fora da realidade do terceiro milênio e assim por diante. É realmente preocupante o descaso dos empresários locais, ou melhor, dos donos de fabricas, com as questões vitais e primárias da eficiência das empresas. Enquanto o mercado aceita, ou enquanto não aparece uma concorrência mais agressiva, e isto é pura questão de tempo, tudo bem. Mas, e depois de a concorrência se materializar, o que vai acontecer? Haverá tempo de se adaptar, de se modernizar, de se organizar? Tenho muitas dúvidas. |
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