E-COMMERCE
Este termo já foi incorporado globalmente quando se quer referir às compras via Internet. No Brasil, devido a circunstancias várias, este tipo de comércio está se difundindo cada vez mais. O uso crescente de computadores de todos os tipos e, principalmente, pela geração jovem, que vê no computador a extensão da própria mente e das mãos, facilita este tipo de relacionamento comercial.
As próprias circunstancias da vida moderna, da vida nas grandes cidades, com seus congestionamentos, violência e insegurança contribuem para que o cidadão quando chega em casa e põe todos os dispositivos de segurança em alerta, não pense em sair mais de modo algum, feliz por ter atravessado mais um dia sem contratempos.
Os recentes tiroteios e assaltos nos shoppings que, eram a última ilha de sossego nas grandes cidades, reforçaram ainda mais esta vontade de ficar atrás das grades da própria residência e evitar o mundo lá fora. Passei outro dia por uma rua de um bairro residencial que conheci há trinta anos atrás, quando as casas nem cercas tinham. Hoje a rua parece a muralha da China. As residências não se vêm atrás dos muros altos, portões de ferro da altura dos muros, fios de cercas elétricas por cima e a rua, outrora convidativa e pitoresca parece pátio de uma prisão de alta segurança.
Tudo isso contribui para que o cidadão, com intimidade cada vez maior com a informática e a comunicação instantânea, a distancia, vai descobrindo as vantagens do comércio eletrônico, onde pode navegar, de chinelos e de pijama, por uma infinidade de lojas até de paises diferentes, sem deixar o conforto e a segurança da casa.
É óbvio que, como qualquer novidade, o comércio eletrônico ainda tem suas falhas, mas as vantagens oferecidas compensam em larga escala qualquer falha que possa acontecer. No comércio dos calçados temos o magnífico exemplo da norte-americana Zappos, que recentemente foi vendida ao gigante amazon.com por bilhões de dólares. Porque não? A Zappos faturou em 2009 oito bilhões, sim, bilhões, de dólares vendendo calçados pela internet. Oito vezes mais do que toda exportação de calçados brasileira do ano.
Temos uma grande camada de consumidores que ganham bem e vivem fora do circuito do comércio mais sofisticado. Refiro-me, por exemplo, aos funcionários federais ou aos militares espalhados por este Brasil afora. As esposas deles, os filhos deles, também querem ter acesso aos artigos da moda, as novidades, àquilo que os outros consumidores encontram nas lojas das suas cidades. Qual é a diversão destes patrícios vivendo nos lugares onde não tem possibilidade de sair e de se divertir? Navegam pela Internet. Grande mercado comprador em potencial, inexplorado.
Um site bem construído é a solução para abrir este mercado. Não falando somente sobre o produto. Produto fala por si, desde que bem fotografado e apresentado em cores, ocupando a tela inteira. O site deve falar, no caso do calçado, principalmente, de como medir o pé, para não haver necessidade de trocas ou devoluções porque o calçado não “calçou”.
Uma pequena aula, ilustrada, de como medir o pé, mostrar uma tabela com as medidas, fazer uma pequena dissertação sobre o aumento de um tamanho ou um tamanho e meio devido á altura do salto, principalmente no caso dos saltos altos etc. além de evitar o aborrecimento de devolução, demonstra a seriedade com que o vendedor considera o interesse e o bem estar do consumidor.
Quanto ao pagamento não há qualquer problema. É à vista, ou pelo deposito bancário ou pelo Reembolso do Sedex ou pelo cartão de crédito. Bradesco alardeia ter hoje agencias em todos os municípios do Brasil. Pois então, comprovem esta afirmação. O Correio atende todos os municípios sem fazer propaganda disso.
E o preço? Este é um ponto bastante sensível, porque um site na internet tanto pode ser acessado em São Paulo, capital, como em Aripuanã, Mato Grosso. Por esse motivo o preço do produto no site deve ser cotado considerando aquilo o que o comércio na capital vai ter na vitrine. Por este motivo, já que o lucro da fábrica ficou garantido, o vendedor pode magnanimamente oferecer frete “grátis” inclusive o frete de possível retorno para a troca.
Com a vantagem, que ouvi de uma cliente contumaz que compra pela internet e que parou de visitar as lojas: a mercadoria é entregue em casa, chova ou faça calor!
Liquidações? Ofertas? Ofertas especiais para o Dia dos Namorados, Dia das Mães, Semana da Criança? A criatividade não tem limites. Como provam as páginas do Facebook, do Twitter, do Orkut. Gente, estamos no terceiro milênio, está crescendo uma geração com visão do mundo absolutamente diferente daquilo a que nós, os mais velhos nos acostumamos, em que nós nos criamos e crescemos.
Ai de quem não entender isso e não se adaptar e teimar em continuar vivendo como nos tempos de lampião a querosene.
Boas vindas e-commerce.
Zdenek Pracuch
15/11/10