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RÉQUIEM PARA PETER DRUCKER. No dia 11 de novembro morreu aos 95 anos, em Los Angeles, Peter Drucker, economista e pensador que, talvez como ninguém, influenciou o pensamento e o comportamento dos dirigentes das empresas. Lembro-me da surpresa, quando no meio de uma conversa mencionei o nome dele para o “industrial do ano” o senhor João da Calçados Alvorada, e senhor João me disse, que não perde a oportunidade de ler tudo o que é publicado pelo Peter Drucker na imprensa nacional. Até em Nova Serrana, de uma certa forma, as idéias e os pensamentos do Peter Drucker acharam a guarida e o respeito. Uma das idéias mais revolucionarias e muito discutidas foi quando alertou os comandantes de empresas sobre o fato de que a mão-de-obra, ou funcionários não devem ser encarados como custo, mas como um ativo. Bem, esta idéia ainda mereceria uma divulgação maior no meio dos empresarios de Nova Serrana. As idéias por ele propagadas sempre trouxeram o choque de novidades, de novos pontos de vista, como por exemplo a reformulação do conceito da formação do valor do lucro na composição do custo. A idéia lançada em 1998 hoje é incorporada pelos calculistas do mundo inteiro e uma boa parte da explicação sobre o diferencial nos preços dos produtos asiáticos está precisamente na aceitação da filosofia de que o lucro não é uma porcentagem hipotética sobre um faturamento hipotético, mas que o lucro é parte integrante do custo, como um insumo qualquer. Os conceitos lançados por Peter Drucker, sobre a arte de liderança e da conquista dos subordinados e liderados pela persuasão e motivação em vez de rispidez de comando, hoje fazem parte da vida de qualquer corporação de sucesso. Não resta dúvida, que a evolução dos métodos gerenciais forçosamente levaria o mundo empresarial a estes entendimentos, mas também, não resta dúvida que a pregação e atuação de Drucker apressou este desenvolvimento e queimou etapas ganhando assim um tempo precioso e melhorando o desempenho das empresas. Junto com Edward W. Demming, Abraham Maslow, Alfred P. Sloan e tantos outros, fez parte de uma galeria de pensadores, economistas e comandantes de grandes conglomerados, que tiveram influencia direta e benéfica sobre a indústria e mundo de negócios norte-americanos. Viveu o bastante para ver reconhecido o seu trabalho, para ver os frutos práticos dos ensinamentos dele e para nos fica o dever de gratidão para um homem que ousou trilhar caminhos novos e, deste modo, facilitar o nosso trabalho. É uma ironia do destino, que está deixando o mundo, justamente no momento, quando a potencialidade dos Estados Unidos se vê seriamente ameaçada pelos orientais, quando assistimos a mudança da área de produção para o Oriente, e quando o crescente superávit comercial chinês está ameaçando a posição dominante da moeda norte-americana. As vozes mais críticas já estão alertando para o fato, de que o colapso da economia americana, devido aos déficits da balança comercial, junto com endividamento monstruoso interno, poderá conduzir a economia mundial ao novo desastre, como o foi o colapso em 1929. Não é que Peter Drucker poderia evitar o que os críticos estão prevendo, mas seria uma voz a ser ouvida e levada a sério. Ninguém e insubstituível mas sentiremos falta de Peter Drucker. |
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