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A ARTE DA GUERRA– ATÉ NO CALÇADO ! Acabo de ler o livro do dr. Tom Chung Negócios com a China (editora Novo Século), com subtítulo – Desvendando os segredos da cultura e estratégias da mente chinesa. - Realmente, após a leitura e estudo do livro, sim, deve ser estudado, entendi como sabemos pouco sobre os nossos atuais adversários no campo industrial e comercial. Pessoalmente achava, que tendo negociado com China através da trading para a qual trabalhava na Suécia, por ter estado na China, por ter conversado in loco com chineses, tinha um certo conhecimento da realidade chinesa. Ledo engano. Precisei ler o livro para verificar que fui mais uma vítima da ilusão de aparências da realidade, a qual, na China, de realidade não tem nada. Tivesse sido o exmo. senhor presidente Lula assessorado por alguém que conhecesse a China, no lugar do Marco Aurélio Garcia, admirador do Mao-Tse-Tung, não teria cometido a estupidez que resultará na morte da indústria de brinquedos, e em danos irreparáveis nas indústrias têxteis e de calçados. Tivesse sido senhor ministro Furlan assessorado por alguém que conhecesse o modo chinês de negociar, não teria feito o papelão com a perda da face aos olhos dos chineses, para sempre. O assento permanente no Conselho de Segurança? A vaga promessa, que para os chineses não representa nada, foi tomada por brasileiros como coisa assentada. Hoje já sabemos que não foi bem assim e a própria China está decididamente contra a ampliação do Conselho. - O ministro Furlan ficou possesso, quando no último dia, quis assinar os tratados e um subalterno chinês foi comunicar a ele, que o assunto ainda será examinado por outros ministérios! Primeiro erro – nunca comunicar a data marcada para a viagem ou para assinar qualquer coisa. Os chineses vão cozinhar o galo até o último minuto para, sob pressão do tempo, conseguir mais. Terceiro erro – um contrato para os chineses é uma espécie de Carta de Intenções. As cláusulas estão lá para serem modificadas tempo todo, quando convier e podem sofrer várias interpretações, conforme a ocasião. Alguém ainda lembra dos navios carregados de soja que voltaram, com contratos assinados e tudo mais? O modo de negociar dos chineses é pautado por duas filosofias : uma ética com base na filosofia de Confúcio e arte de estratégia com base no livro A Arte da Guerra supostamente escrito por Sun Tzu. Estas duas correntes de pensamento influenciaram durante milênios o modo de pensar dos chineses e, quando agora analisamos a penetração e crescimento da influencia e volume de negócios dos chineses pelo mundo afora, podemos ver a aplicação literal dos conceitos pregados pelo Sun Tzu para estratégia militar, que nada mais é, que estratégia comercial por meios pacíficos. A finalidade é a mesma: ganhar domínio. Já a ética (ou falta de) confuciana domina o pensamento das autoridades e dos dirigentes governamentais. Impregnada nas mentes chinesas pelos séculos de vivência é um fator que deve ser sempre levado em conta, com uma grande dose de desconfiança por tudo o que for tratado e contratado. Permito-me citar o dr. Tom Chung: “Alguns empresários chegam a chamar China de “Fábrica do Mundo”, prevendo que ela venha a substituir o Japão como principal motor de desenvolvimento asiático. Hoje, ela não atrai apenas as empresas que dependem de mão-de-obra barata, mas também centros de pesquisas e desenvolvimento de produtos e laboratórios de inovação tecnológica como Mitsubishi, Motorola e Samsung.” E ainda: “Precisamos levar em consideração que, com a China no mercado, não há mais tolerância para ambientes macroeconômicos instáveis, juros estratosféricos, carga fiscal elevada, infra-estrutura deficiente e mão-de-obra não qualificada. Cabe, por exemplo, perguntar se interessa ao Brasil, em face de tudo o que foi dito acima, conceder á China, tão facilmente, o status de economia de mercado, passo que restringirá em muito nossa capacidade de defesa comercial.” “Enfim, se o país acredita que seu futuro e seu desenvolvimento ainda passam pela indústria, é imperativo que a percepção sobre a China deixe de ser unidimensional e idealizada. A emergência dos chineses no mercado internacional concentrou perigosamente seus recursos para esse desenvolvimento. A resposta terá de ser rápida e á altura, porque haverá outros choques, tais como o da Índia, que está a caminho.” Qual será a resposta da indústria de calçados? Qual será a resposta dos francanos? A ampulheta do tempo está se esvaziando. Leiam o livro. Conheçam o seu adversário, recomenda Sun Tzu. |
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