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PORQUE SÓ “MEIO” AMBIENTE ? Porque só o meio-ambiente? Porque não o ambiente inteiro? Durante um seminário promovido sobre o Arranjo Produtivo na cidade mineira de Nova Serrana, fiquei observando com bastante curiosidade, como a questão ambiental ocupou o tempo dos debates e comentários. É claro, que ninguém em seu juízo perfeito vai questionar a necessidade de proteger a natureza e o ambiente. Mas esta preocupação está se tornando paranóica. Nos debates ficou claro, que as exigências da agência governamental que está cuidando do assunto e que tem poderes para emitir certificados permitindo ás indústrias exercer as atividades, está: - sub-dimensionada - ou está vitima de uma super-burocratização, - ou lhe faltam conhecimentos técnicos aliados ao bom senso. Exemplos abundam dos casos onde xiitas ideológicos ou burocratas que nunca saíram dos gabinetes com ar refrigerado, podem infernizar a vida dos empresários de ação, sobre cujos problemas, os que decidem não tem a mais pálida idéia. Dos exemplos citados nos debates podemos destacar o prazo de seis meses até um ano para obter certificado de indústria não poluente ou do custo do processo que pode chegar a vinte mil reais! E basta transferir a porta da entrada para a rua dos fundos, para que tudo isso tenha que ser feito de novo! Onde está o bom senso? Aliás, isto seria pedir demais dos nossos burocratas. Mudou-se o nome da rua, mudou-se o número, providencie novo certificado. E basta! Até parece que o governo quer resolver o problema do desemprego com a contratação das pessoas para criação destas exigências ridículas. Mas, certamente com beneplácito dos políticos que tem como contemplar os seus cabos eleitorais com cargos públicos, com autoridade para azucrinar a vida dos empresários. Saibam, que a empresa pode ter um cadastro milionário, mas não pode pleitear um financiamento de dez mil reais nos bancos oficiais, se não obtiver o bendito certificado! Existem ainda outras restrições para os infelizes "sem-certificado” mas falemos da questão de proteção ambiental. A indústria de calçados é uma indústria das menos poluentes. Não polui água, não polui atmosfera, não emite ruídos nocivos – simplesmente, a não ser pela questão de resíduos, é uma indústria comportadinha. A reciclagem dos resíduos ainda está engatinhando e não tem significação prática. Mas, o progresso não pára e com tempo este problema também será resolvido. Comparando a indústria de calçados, por exemplo com os curtumes, com metalurgia, mineração, indústrias químicas, de borracha, abatedouros e frigoríficos, fábricas de rações e uma infinidade de outros ramos industrias, salta a vista o caráter não poluente da nossa indústria. Porque, então, a burocracia cega joga todas as indústrias no mesmo saco? Porque leva seis meses para concluir que a indústria não polui? Porque o certificado custa uma fortuna? Quem ganha com isso pela simples conclusão de uma hora de observação, que a indústria não produz poluição? Será, que nós mesmos não contribuímos para esta impressão enganosa, prestigiando campanhas do tipo “Produção mais limpa”? Onde o único objetivo prático seria exigir que os operários lavassem as mãos com maior freqüência? Vamos proteger o ambiente, sim, mas com bom senso e sem abusos autoritários! |
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